Hoje em dia falar em equipas e na motivação de equipas tornou-se sexy; tema obrigatório de qualquer reunião de Direcção ou mesmo comercial. As equipas têm que estar motivadas, os seus elementos têm que remar todas no mesmo sentido, como condição imperativa e imprescindível para venderam mais e, se assim for, para se aumentarem receitas; pressupostamente, lucros…

Equipas são grupos funcionais de pessoas, inseridas numa organização, com uma determinada cultura organizacional, por vezes multinacional/multicultural; mais ou menos alinhada com a cultura nacional. E aqui começam a levantar-se algumas questões:

– existe uma cultura de disciplina; em que cada um sabe quais as suas responsabilidades, a autoridade que tem e como e a quem tem que prestar contas?

– quais são os valores da empresa e os pontos de cultura?

– quais são as regras do jogo e os comportamentos adequados;

– que tipo de liderança existe;

– sabem qual a visão e a missão da empresa?

– ….

E a lista é extensa. Todavia, as respostas tornam-se simples se equacionarmos as chaves imprescindíveis para que uma equipa seja funcional e vencedora:

– Forte liderança

– Objectivo comum

– Regras do jogo

– Plano de acção

– Apoio ao risco

– 100% de inclusão e envolvimento

Um líder, por definição, cria novos lideres e se nos rodearmos dos melhores, temos todos a vida facilitada. Portanto, um líder é inspirador, humilde, tem a capacidade de promover o seu desenvolvimento na senda de conseguir prever, delegar e educar, repetindo aquilo em que acredita; nomeadamente os valores da empresa e a visão de futuro, para conseguir partilhar aquilo que deve ser o objetivo comum de todos dentro da organização.

E nesta altura deve estar a pensar se todos dentro da sua empresa têm um objetivo comum, como é que este foi comunicado e interiorizado para todos poderem considerá-lo como destino final, independentemente da contribuição de cada um para lá chegar. É conhecida a história do empregado de limpeza da NASA que respondeu ao Presidente do EUA, aquando da sua visita àquela instituição, que a sua missão era de colocar o primeiro homem na Lua.

As equipas têm que saber claramente qual o objetivo comum, porque cada um de nós dentro da sua empresa tem que saber qual a missão e a visão, bem como as regras do jogo para lá chegar.

As regras do jogo estão escritas e são de fácil apreensão por todos dentro da organização? E aqui a analogia ao desporto facilita a compreensão da importância destas regras. Tal como num jogo de futebol, de rugby ou de golf, cada jogador sabe as regras e as suas posições no campo, também nas organizações estas têm que ser claras e conhecidas de todos os elementos das equipas.

Se as 3 primeiras chaves de uma equipa vencedora estão definidas agora poderemos pensar num plano de acção, que define quem faz o quê, quando, como e onde, dentro de que limite de tempo e com que recursos, permitindo a sua implementação, mas com a flexibilidade suficiente para poderem ser corrigidos ao longo do percurso temporal, se for necessário, na busca de alcançar o objetivo final da melhor maneira; com mais eficiência e uma maior eficácia.

Perante isto temos uma equipa a funcionar operacionalmente de uma maneira fluída, mas sob as condicionantes da cultura nacional e organizacional e o que eu quero dizer com isto nada tem de esotérico; refere-se, entre outros aspectos, a uma maior aceitação ou aversão à mudança e ao apoio ao risco que é dado pelos responsáveis.

Enquanto que nalgumas culturas o risco é visto como um passo para o sucesso, e se apoia o risco e o eventual falhanço como uma aprendizagem para alcançar o sucesso; noutras quem falha é estigmatizado como perdedor, podendo mesmo perder a face entre os seus pares… E nada como tentarmos aqui o equilíbrio; dando o necessário apoio a arriscar, dentro de limites; ou seja, dando responsabilidade e autoridade aos nossos colaboradores para decidirem na ausência de respostas por parte dos sistemas que existem ou na ausência dos seus superiores que lhes possam ditar o que fazer ou não, face a uma situação ou incidente que precisa de resposta imediata ao cliente. Por exemplo, quando recebem uma reclamação e é preciso que o cliente tenha imediatamente uma resposta satisfatória, cabal e colmatando a sua insatisfação.

E, por fim, a última chave: 100% de inclusão e envolvimento. Numa organização todos somos importantes nas respectivas funções e todos devemos ser tratados com equidade. Note-se que refiro equidade e não igualdade, pois a igualdade elimina o reconhecimento pelo mérito, por exemplo, que é exatamente o que vai proporcionar uma maior equidade.

Se dentro da especificidade das nossas funções soubermos quais são as regras do jogo, os nossos indicadores de atividade e performance, através dos quais somos avaliados e premiados, não só nos sentiremos incluídos num sistema equitativo, mas também envolvidos por uma cultura organizacional inclusiva e justa.

Já tinha pensado nisto? Gostaria de formar as suas equipas de acordo com estes pontos chave? Depende de si! Se precisar de ajuda para o efectuar estou à sua disposição através do mail: emiliamalves@actioncoach.com.

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