Muito se tem falado sobre esta geração que hoje está apta como nunca para agarrar novos desafios. Uma geração que tem o mundo na ponta dos dedos e não tem paciência para esperar. Trata-se da geração mais informada de sempre, que viu os velhos dogmas do conformismo e da estabilidade profissional ser arrasada por uma crise financeira criada ainda antes de nascerem, mas que influenciou de forma directa as suas infâncias. Então como pedir a esta geração que se acomode? Como pedir a esta geração que corra o risco de ficar a trabalhar uma vida inteira e perder tudo de repente? Como pedir a esta geração que desista de viver os seus sonhos (e não lhes digam que vivem no mundo da lua porque são possíveis de realizar e eles sabem-no) e ignore as constantes ofertas que surgem vindas de toda e qualquer plataforma digital.

Longe vão os tempos em que um emprego oferecia segurança financeira. Esta é a geração que em média se mantém num emprego durante 7 meses. Sim, 7 meses! E porquê? Porque sabem que a vida é um caminho e a conquista de objetivos e sonhos. Se antigamente os sonhos passavam por estabilidade e uma aceitação da felicidade, hoje passam pelo crescimento pessoal e procura activa da felicidade e isso não se consegue sem mudança.

O desafio coloca-se portanto do lado da empresa que passou a registar um aumento na instabilidade e rotatividade de pessoal e isto obriga a uma reflexão mais profunda por parte dos empregadores, dos donos das empresas e das direcções ou coordenações. Se querem reter os melhores trabalhadores, que condições oferece?

  1. Porque é que alguém há de querer trabalhar na sua empresa?

Sim, é verdade que tem de existir uma retribuição ajustada à função, mas para reter os trabalhadores esse não é o ponto fulcral. Esse ficou definido na altura do recrutamento e se existirem reais oportunidades de crescimento, esse não será o caminho…

As pessoas querem fazer parte de algo maior. Será que a visão e missão da sua empresa inspira a tal? Será que é relevante, importante ou interessante que a nossa equipa passe a assumir orgulhosamente: eu trabalho no local X e nós estamos a revolucionar o mundo, o sector ou a vida de alguém?

  1. Como é o ambiente que existe na sua empresa?

Ou será que tem uma equipa que diz: eu sinto-me bem aqui, porque me revejo nos pontos de cultura da empresa? Será que criou o ambiente adequado para que esses mesmos pontos de cultura possam ser aplicados? Será que estes estão infundidos na equipa e difundidos pela organização através das acções ou apenas difundidos pelas paredes da organização sem, contudo, passarem para os comportamentos?

Por outras palavras, será que a cultura é vivida e partilhada por todos os que fazem parte da sua empresa?

  1. Quais são as oportunidades de crescimento que existem?

Será que os seus colaboradores, a sua equipa se sente valorizada e reconhece potencial de crescimento dentro da empresa? Então e da própria empresa? Será que existe formação adequada? Será que existe reconhecimento pelo trabalho desenvolvido?

Já referi a importância do crescimento pessoal para os millenials, mas será que só se aplica a eles?

  1. Que abertura existe para a comunicação?

Será que na sua empresa estão criadas as condições para que cada elemento da equipa se possa manifestar, sem julgamentos, sem críticas e permitindo um crescimento do indivíduo no seio da equipa?

Que mecanismos dispõe para que as pessoas comuniquem com o coração?

A nossa empresa é tão boa quanto as pessoas que lá trabalham, e os millenials vieram abrir uma porta que permite um salto evolucional das empresas. A mudança de paradigma foi extraordinária. Hoje as pessoas capazes estão dispostas a mudar de empresa sempre que não se sentem enquadradas. Hoje não se trata da esperança de se identificar, mas a certeza de que existem alternativas. Hoje a cultura deixou de ser uma ideia exposta nas paredes para passar a ser vivida e partilhada pelas pessoas. Cada vez mais não se trata do preço, mas do valor. Hoje é a cultura que retém.

Então, seja sincero. Como está realmente a tratar a sua equipa?

Se quiser saber até que ponto a sua equipa está comprometida com a sua empresa entre em contacto comigo por email para teresateles@actioncoach.com e eu terei todo o gosto em oferecer-lhe uma avaliação do nível de engagement sem qualquer custo.

Se achar que este artigo é uma mais valia para si não deixe de fazer um inquérito para perceber se a sua equipa está comprometida:

http://www.engageandgrow.pt/inquerito-gratuito/

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