– A importância do recrutamento

Existem vários modelos para analisar a forma como as pessoas se comportam e quando nós temos essa ferramenta na mão é absolutamente fantástico perceber a facilidade com que com que as pessoas colocadas no lugar certo desempenham brilhantemente as suas funções e a soma das partes traduz uma multiplicação de resultados.

Esta semana estava a trabalhar a alavancagem com uma coachee minha da área da produção e quando eu perguntei como está a ser feito o serviço, ela respondeu-me que toda a equipa da área de produção está a fazer todas as tarefas em simultâneo. Isto levou-me automaticamente a pensar em Henry Ford que embora não tenha criado a linha de montagem, foi o grande impulsionador ao permitir que um artigo de luxo como o carro se tornasse acessível para a classe média. Vejam bem a mudança de paradigma que foi deixar de se fazer um carro de cada vez mas criar uma industria automóvel onde cada elemento da equipa tem uma tarefa especifica e com isso criar a produção em massa de artigos, baixando drasticamente os custos associados!

Mas será que basta isso?

Sim, é verdade que este foi um salto evolucionário gigantesco, mas sabemos hoje que isto nada serve se não se apostar nas equipas. Mas apostar nas equipas significa também escolher a pessoa certa para o lugar certo, e não apenas a pessoa com as competências certas para o cargo a desempenhar.

Pense no seu processo de recrutamento. Como é que faz a pré-selecção? Pela paixão e sonhos? Pelo currículo?

Considerem o que têm feito:

  1. Tradicionalmente os meus coachee (e eu também já fiz isso no passado) colocam um anúncio e pedem aos candidatos o envio de currículos.
  2. Depois de passar horas ou dias a ver currículos, selecionam-se aqueles cuja competência e experiência mais se enquadram na função que é necessária desempenhar.
  3. Marca-se uma entrevista, com ou sem teste de avaliação de competências, e seleciona-se a pessoa.

Resultado? Roleta-russa!

Sim, sabemos que tem as competências, mas será que tem a paixão? Será que têm o perfil ideal?

Quem é que já teve de fazer alguma coisa porque “é necessário”? Porque “tem de ser feito”? Porque “faz parte”? O que é que isso vos fez sentir? E se o vosso dia for só “tem de ser feito”?

Sobre o perfil comportamental irei falar no próximo artigo, mas a experiência acumulada de vários especialistas diz-nos que nós temos de selecionar pela paixão! As pessoas certas no lugar certo significa que gostam de estar onde estão porque estão a fazer o que gostam junto de pessoas em quem confiam. Estes elementos da equipa podem-se identificar facilmente como sendo motivadas, dedicadas, leais e entusiastas.

O nosso processo de recrutamento utiliza como base a fórmula dos 16 cilindros da Alta Performance. Sim, mais uma analogia à indústria automóvel, mas torna relativamente simples repensar o processo de recrutamento e encontrar a pessoa certa não apenas para a função, mas para a nossa equipa.

Basicamente utilizamos uma ponderação na avaliação da pessoa:

Corpo (3) – Está fisicamente apto a desempenhar a função?

Mente (3) – Tem as competências necessárias?

Paixão (5) – Gosta do que tem para fazer?

Espírito (5) – Partilha da cultura e valores da empresa?

Total: 16

Garanto-lhe que este é o primeiro passo para ter a equipa que procura, mas lembre-se sempre que cada qual tem a equipa que merece. O que é que está a fazer para merecer melhor?

Se quiser saber qual o impacto real da sua equipa, enviarei um questionário (gratuito)!
http://www.engageandgrow.pt/

 

 

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