Miguel Bragança

Business Coach na ActionCOACH

Existe muita literatura sobre este tema sendo normalmente complexa, pouco prática e/ou de eficácia duvidável. Neste artigo tentarei sumarizar o que é mais relevante num processo de Gestão da Mudança por forma a que os empresários e gestores possam encarar um processo de Mudança como fator de crescimento. Tudo o que vou falar neste artigo é simples, mas lembre-se que ninguém disse que era fácil….

Em primeiro lugar é importante compreender em que tipos de situações esta temática assume particular relevância – no fundo, porquê Mudança:

– Crescimento rápido da Organização;

– Disrupção no Modelo de Negócio;

– Turnaround/Restruturação.

É interessante notar que 70% dos projetos que anseiam implementar Mudança falham! E porquê? Simplesmente porque invariavelmente existe a falta de consistência em todo o processo de vários elementos que são críticos.

Uma história bem conhecida é a da Nokia na primeira década do Séc. XXI – claramente o desafio foi uma disrupção no Modelo de Negócio. Sendo uma empresa habituada a arriscar e com uma capacidade de adaptação acima do comum, não deixa de ser uma história interessante. O facto é que ao não compreender a importância que o Software estava a ganhar na Indústria aliada com a Crença da força da sua marca (no fundo que sucessos passados eram garantia de sucessos futuros) impediu-a de tomar decisões assertivas e acima de tudo rápidas (a rapidez tornou-se felizmente ou infelizmente, dependendo da perspetiva, uma característica comum a todos os negócios de sucesso nos dias de hoje).

Quais são então esses elementos críticos para que a Gestão da Mudança seja eficaz e produza resultados duradouros?

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O Primeiro Elemento é que Gestão da Mudança começa na Liderança e aqui o seu papel, como sempre, deve estar adaptado às circunstâncias tomando decisões rápidas sem perder a capacidade de Comunicar de forma contínua para que as pessoas saibam o que se passa e o que se espera delas. O Segundo e o Terceiro elemento estão intimamente ligados à Liderança.

O Segundo Elemento é a garantia de Alinhamento da Visão, Missão, Objetivos, Valores, Crenças e Competências da Organização com a sua Ação e Resultados. Para isso é necessário que uma vez definido o caminho a execução ocorra de forma fluida. Uma nota aqui interessante: há quem defenda uma abordagem soft apenas focada na Visão e nas Pessoas e há quem defenda uma outra hard focada no retorno do investimento e nos números/resultados. Provavelmente a verdade está algures no meio e neste alinhamento:

– Compreender que os resultados não são incompatíveis com a motivação da organização;

– Definir o caminho e envolver as pessoas;

– Dar espaço a que a imaginação e criatividade consigam desenvolver-se questionando as crenças limitadoras;

– Usar incentivos/bónus etc para apoiar/suportar/reforçar a Mudança mas não serem a fonte/força que gera a Mudança.

O Terceiro Elemento é compreender que um processo de Gestão da Mudança não é um evento único no tempo mas sim um… Processo! Quando atingimos vitórias é fundamental perceber que a pressão saudável para continuar a crescer vai necessariamente conduzir a mais resultados.

O apoio de um Business Coach em processos de Gestão da Mudança pode ser uma auxilio fantástico quer para empresários quer para gestores para conseguir trabalhar estes três elementos.

Realço que até agora só vimos os elementos necessários para operar Mudança mas falámos pouco sobre como operar Mudança. Na ActionCOACH, utilizamos uma fórmula simples que usa… três elementos!

Insatisfação x Visão + Primeiros Passos > Resistência a Mudar

– Utilizando a Liderança é necessário criar um sentimento de urgência/insatisfação na Organização – se soubermos todos que o que nos trouxe até aqui não é o que nos leva daí para a frente (sucessos passados não é igual a sucessos futuros como acreditava a Nokia) então estamos preparados para aceitar algo que nos inspire a Mudar

– A Liderança deve trabalhar a Visão (e Objetivos) por forma a que todos saibam para o que é que vamos lutar, trabalhar e contribuir

– Ao alinhar então a Visão, Valores, Crenças, Competências a Organização tem a possibilidade dar os primeiros passos e entrar em Ação

Os três elementos em conjunto têm de ser maiores que a Resistência a Mudar para haver Mudança.

Repare-se que nesta desigualdade matemática sem sentimento de Insatisfação/Urgência dificilmente existe Mudança e sem Visão… temos exatamente a mesma coisa! (0 vezes qualquer coisa será sempre 0…).

Note-se que ao mesmo tempo que trabalhamos Insatisfação, Visão e Primeiros Passos temos de estar preparados para lidar com a Resistência a Mudar. Se o alinhamento exposto acima for bem conduzido o Medo por detrás dessa resistência (normalmente baseado em crenças limitadoras e/ou experiências passadas desanimadoras) deverá ser esbusiness-coachingbatido o que permite reforçar/dar confiança à Organização para prosseguir.

E para prosseguir é necessária pressão, puxar por todos inclusive do líder e o Business Coach terá aqui um papel crucial: independente, assertivo e dizendo sempre a verdade.

Na ActionCOACH estamos preparados para o ajudar a Mudar de forma consistente e alcançando os resultados a que se propõe para o futuro. E o futuro não existe sem Crescimento!